Começando uma nova seção, inspirado pelo site que estou fissurado lendo. Começando com um célebre autor, afinal, ele tinha uma sociedade comercial situado no número 27 da Broad Street, e morreu em 1827.
Segue:
William Blake nasceu em Londres no dia 28 de novembro, no ano de 1757. Filho de comerciante, desde a infância ajudava na loja de seu pai e entregava-se à leitura e ao desenho nas horas vagas. Lia Paracelso, Jakob Boheme, Swedenborg e outros. Nesta época, o jovem Blake já dava sinais do imenso potencial artístico que desenvolveria no decorrer de sua vida.
O jovem Blake recebeu influência intelectual de seu irmão mais velho Robert, que morreu aos vinte anos vitimado pela tuberculose. Nesta época, dizia ter visto a alma de seu irmão ascendendo ao céu. Aos dez anos de idade, afirmava ver e se comunicar com anjos. A crença no mundo espiritual iria acompanhá-lo por toda vida e influir diretamente no misticismo de sua obra.
Pouco tempo depois, foi matriculado na "Royal Academy of Arts", onde aprendeu os estilos convencionais de gravura. Aos catorze anos tornou-se aprendiz de James Basire; função que exerceu por sete anos. Aos dezesseis, passou a se dedicar intensamente no estudo e reprodução gráfica das catedrais londrinas; especialmente a Abadia de Westminster, cujo estilo gótico fascinou o jovem artista. Ainda desenvolveu uma técnica própria de gravação, denominada Illuminated Printing; onde utilizava-se uma mesma matriz de cobre para desenhar e imprimir o texto de seus poemas.
Aos vinte e cinco anos, casou-se com Catherine Boucher; analfabeta e filha de jardineiro. Este matrimônio não rendeu filhos ao casal. Mas Blake ensinou sua esposa a ler, escrever e a ajudá-lo nas impressões das gravuras. A partir de 1784, publicou largamente suas obras até cerca de 1803. Neste período, caracterizou-se a parcela mais importante de toda sua produção literária. Alguns títulos como The Book of Thel, seguido de The French Revolution (1791), e The Marriage of Heaven and Hell (1793), denotam o apogeu de sua criação. Este último é considerado a obra em prosa mais significativa de sua vida, cujo título deriva de Swedenborg e contém a Doutrina dos contrários; onde o autor em tom profético e misterioso, afirma: "sem contrários não há progresso". Em Visions of the Daughters of Albion (1793), Blake expressa mais uma opinião polêmica para seu tempo. Nesta obra, o autor afirma que os prazeres sexuais são sagrados e através destes, se alcança um novo estágio de pureza: a inocência.
Em 1794, Blake passou a interagir com mais intensidade seus grandes talentos: a poesia e a pintura. Assim, The Gates of Paradise, Song of Experience and of Innocence representavam uma fase distinta de sua criação; onde as ilustrações e as palavras compunham uma obra única. Segundo o autor, manifestam "lados contrários da alma humana". Blake também prestava seu talento ilustrando obras de seus amigos.
Por um certo tempo, o poeta sustentou-se exclusivamente com os ganhos de suas publicações. Mas, vivia a beira da pobreza. Os livros não tinham uma vendagem expressiva e eram muito baratos. A partir de 1803, integrou uma sociedade comercial de tipografia na Broad Street, 27. Lesado pelo sócio, Blake atravessou o momento financeiro mais conturbado de sua vida. O poeta só viria a se estabelecer novamente em 1809, quando promoveu uma exposição das próprias obras. Mas não houve o retorno esperado.
O período entre 1810 e 1817, é considerado um momento obscuro em sua vida; onde Blake passa a ilustrar catálogos de fábrica de porcelanas. Em 1824, aos 67 anos de idade, iniciou as ilustrações para Inferno, da Divina Comédia (Dante). Sua dedicação foi tanta que até mesmo estudou o idioma italiano para compreender profundamente as idéias de Dante, chegando a produzir mais de cem ilustrações. No ano seguinte fez mais de vinte gravuras para Book of Job, uma de suas obras artísticas mais célebres.
A fase final de Blake é essencialmente mística. Seus poemas de atmosfera épica-proféticas como The Four Zoas, Milton, The Everlasting Gospel e Jerusalém, são complexas mitologias poéticas onde anuncia a redenção humana em uma "nova Jerusalém". Neste período, Blake já era visto como louco; mas ainda compôs obras líricas e herméticas como o Auguries of Innocence. Os versos iniciais deste trabalho sintetizam a grandeza de seu pensamento: To see a World in a Grain of Sand / and a Heaven in a Wild Flower (Ver um mundo num grão de areia / e o céu numa flor silvestre).
Embora religioso, Blake rejeitava a moral da época e a Igreja institucionalizada. Ainda desenvolveu uma linguagem própria e é um dos responsáveis diretos pelo ressurgimento do romantismo inglês. Não é possível dissociar o poeta e o pintor, já que sua obra é uma composição única, onde suas atividades artísticas somadas à intelectualidade contestadora, compõem um universo pessoal. Talvez por esse motivo, a grandeza de William Blake não foi compreendida por seus contemporâneos e ainda hoje, não é vista com o devido merecimento.
William Blake faleceu em Londres, em 12 de agosto de 1827; deixando incompleto um ciclo de gravuras que ilustrariam a Divina Comédia, de Dante. A grande maioria das chapas de cobre gravadas por Blake, foi destruída por Catherine, atendendo ao pedido do marido. Catherine morreu quatro anos depois.
Por Spectrum (http://www.spectrumgothic.com.br/literatura/autores/blake.htm) - Biografia e Links para download.
E para quem quiser conferir, segue um poema do Autor:
O Anjo
Sonhei um Sonho! Que quer dizer?
Eu era uma Rainha virgem,
Guardada por um Anjo doce:
Estúpido infortúnio nunca foi enganado!
E chorei noite e dia,
E ele enxugou minhas lágrimas,
E chorei noite e dia,
E escondi-lhe o gozo de meu coração.
Então ele abriu suas asas e voou;
Então a manhã se envolveu de um vermelho rosado;
Sequei minhas lágrimas, e armei meus temores
Com dez mil escudos e lanças.
Logo meu Anjo voltou:
Eu estava armada, voltou em vão;
Porque o tempo da juventude havia voado,
E cabelos cinzas estavam sobre minha cabeça.
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Maknim
27
quinta-feira, 18 de junho de 2009
William Blake !
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Queira Fazer !
"Quando me lembro dos meninos do sertão
Olho pro céu e vejo eu entre os pardais
Catando estrelas, desenhando a solidão
Ouvindo Histórias de fuzis e generais."
Como é bom sentar e poder pensar, no seu passado, refletir sobre o presente e imaginar o futuro. Somos máquinas pensadoras, fazemos nossa existência do jeito que desejarmos.
"Nasci pobre, vou morrer pobre.
Minha mãe me bate, baterei em meus filhos.
Meus pais não estudaram, eu também não estudarei.
Ninguém gosta de livros, nunca lerei um.
Ninguém tem tempo pra nada, também não vou ter.
Todo mundo só trabalha, também vou trabalhar.
É difícil o Vestibular, então não vou tentar.
A faculdade é cara, tenho contas a pagar mais importantes.
Ganho pouco, vou viver ganhando pouco.
Meus pais são de uma religião, vou ser da mesma.
Muitos votaram naquele presidente, então acho ele bom.
Você acredita em deus, eu também acredito.
Não sou respeitado, então não vou respeitar.
Não sou amado, então não vou amar."
As pessoas passam a vida alimentando experiências e erros dos outros, e nem sequer chegam a pensar em si mesmas, estão mais preocupados com o que os outros fazem, com o que os outros vão pensar de si mesmos se fizerem algo que não seja o "padrão" que eles criaram.
Começamos com Fagner e Zé Ramalho e agora vai uma conhecida:
"O que eu quero, eu vou conseguir.
Pois quando eu quero, todos querem
E quando eu quero, todo mundo pede mais."
Como diria meu professor, as pessoas deveriam desgrudar a bunda da cadeira e correr atrás do que elas mesmas querem para suas vidas, o que querem para seus futuros, não só pensando em dinheiro, mas em realização pessoal, a autorealização.
A necessidade básica que temos é nossa sobrevivência, arranjar meios para se sustentar e sustentar a família, não deixar faltar alimento, água, e logo depois pensamos em nossa segurança, queremos nos sentir protegidos, nos sentir seguros, tanto com relação a outras pessoas quanto em relação a ambiente, os lugares que estivermos.
A partir daí começamos a divergir das nossas necessidades, umas pessoas sentem necessidade de criar um relacionamento, outras querem ter relações sociais estáveis, ou "status", família, carreira, dinheiro, e por aí segue por uma infinidade de possibilidades que só quem sabe o que quer vai atrás, e quem não vai, acaba ficando sem nada.
Vivemos, nos motivamos, nos apoiamos nas opiniões dos outros, no que estão pensando de nós, na forma como agimos. "Será que estamos agradando?", "Será que pareço egoísta?", "Sou arrogante?", "Quero que me achem legal, então vou tentar ser.", ninguém vive de suas próprias expectativas, vivem pela mente dos outros.
Agora, quando as pessoas vem nos pedir conselhos, ajuda, opiniões, não tentamos entender a necessidade da pessoa, damos logo algumas respostas automáticas, muitas vezes falando o que a pessoa "quer" ouvir, para agradá-las, ou falando de experiências nossas, achando que vai funcionar para a pessoa do mesmo modo que funcionou para nós, um exemplo é quando dizemos que gostamos de alguém e a pessoa vem logo falando que quando gostou de uma pessoa foi só ilusão, que logo o fascínio passou, e a pessoa acaba por aceitar as opiniões da pessoa e tomam para si, como citado acima, as pessoas não ouvem, compreendem e tomam atitudes por si mesmos, elas ouvem opiniões dos outros e acabam aplicando, sem saber se é bom ou mau para sua vida.
Bom, cabe a cada um analisar sua própria vida, ver o que é bom, ver o que é certo, ver o que é legal, a partir de si mesma, do prazer de arriscar, conhecer, gostar, detestar, e principalmente, ter experiência e nenhum arrependimento por não ter arriscado viver a seu modo.
"Se tu lutas, tu conquistas."
Maknim
27
terça-feira, 26 de maio de 2009
Oficial de Justiça !
A Primeira Vez era Domingo
Dia Dois de Setembro, Meio-Dia
Bateram à minha porta
Era o Oficial de Justiça
Levaram Televisão,
Máquina de Lavar Roupa
Geladeira, Freezer
Microondas
E a minha casa ficou vazia!
Vazia!
Na Segunda Vez, Chovia
Bateram à minha porta
Era o Oficial de Justiça
Levaram o Toca-Disco
Penteadeira
Prateleira do meu Avó
Mesa e quatro Cadeiras
E a minha casa ficou vazia!
Vazia!
A Terceira Vez
Bateram à minha porta
Mas eu já tinha morrido
Era o Oficial de Justiça
Levaram Livros, Discos
Era só um compositor
E a minha casa cada vez mais vazia!
Na Quarta Vez
Eu já estava quase esquecido
Bateram à minha porta
E Era o Oficial de Justiça
Debaixo da Terra
Eu não compreendia
Eu queria morrer
E não conseguia
Explica você essa Parábola.
Essa Melodia.
A primeira Vez era domingo
Dia Dois de Setembro, Meio-Dia
Bateram à minha porta
Era o Ofical de Justiça
Explica você essa Parábola
Essa melodia!
By Skylab
Ninguém merece, em pleno domingo, em plena morte, em pleno esquecimento!!!
Finalmente, depois de muito tempo, consegui a letra,,,, com sua licença grande mestre Skylab!!!
Maknim
27
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Te Quero Moráceas !
Se não te vejo
Eu me sinto um percevejo
Que usa as asas mas não sabe
Para onde quer voar
Não sinto calma
Sou um peixe fora d'água
Que já esqueceu da própria vida
E não sabe mais nadar.
Só com ela eu relaxo
Quando a tenho em meus braços
Molha a boca, atiça o corpo
E acelera o coração
Eu não sei o que eu faço
Quero perder esse embaraço
Eu fecho os olhos e te provo
O corpo é mais do que a visão.
Quero beber, quero beber
Quero beber todo esse mel da sua boca.
Eu vou chupar, eu vou chupar
Sua boquinha te deixando cada vez mais louca.
Mostre seus lábios para mim
Você sabia que seria assim
Você foi feita na medida
Para me satisfazer
Não se sinta mais perdida
Te trouxe de vez pra minha vida
Quando eu for te consumir
Você vai mais que enlouquecer.
Quero provar, quero provar
Seu gosto amargo que é tão bom na minha boca
Experimentar, experimentar
Eu fico louco, a minha vontade não é pouca.
By Maknim
18/05/2009
Maknim
27
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Canção da Depressão !
Você anda deprimido?
Mas que coisa démodé!
Tem um mundo colorido
Na farmácia, pra você!
A dor forte de perder uma paixão
Não vai mais te incomodar
O emprego que só causa frustração
Você vai passar a amar!
Fluoxetina, Sertralina, Citalopran
Paroxetina, Nefazodona, Clonazepan
Pra dormir bem à noite e acordar de manhã bem melhor!
Você vai curtir novela
Vai gostar de ficar só
Vai achar que a vida é bela
Você vai dançar forró
Vai cantar os refrões bestas das canções...
Que só tocam por jabá...
Decorar todos os hits dos verões...
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá...
Fluoxetina, Sertralina, Citalopran
Paroxetina, Nefazodona, Clonazepan
Pra dormir bem à noite e acordar de manhã bem melhor!
Acredite no que a bula diz:
A felicidade é química! Ninguém é infeliz...
Você será pra sempre cool... por isso a receita é azul!
Canção da Depressão
Os Seminovos
Maknim
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